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Da primeira escola ao jogo de futebol

Da primeira escola ao jogo de futebol

Da primeira escola ao jogo de futebol: costumes locais

Sem títuloPrimeira Escola de Matinhos

A primeira escola primária foi instalada na chácara do Mesquita, onde lecionou a professora Caetana Conceição da Rocha, vinda dos arredores de Guaratuba. A escola mudou-se logo depois, ainda antes da chegada dos banhistas, para a casa de Manoel Antonio Viana, no centro de Matinhos, no local onde mais tarde seria aberta uma agência do correio e instalado um escritório da ACARPA, onde atualmente funciona a Câmara Municipal.

Nos primeiros anos (antes de 1930), no local foi construída nova casa de madeira coberta com telhas. Nela, a ‘tia Caetana’ lecionou para as crianças até 1934, quando vieram de Curitiba e Paranaguá as professoras Maria Karuta Nascimento , Eunice Borges, Alaíde Nascimento, Hulda Zimmermann, Jacira Serafin Rocha e Haydee Ribeiro, que completaram o quadro docente. Elas foram responsáveis pela educação e alfabetização da maioria dos moradores de Matinhos, abrindo a eles novos horizontes, possibilitando a médio prazo que seus descendentes tivessem oportunidade de acesso ao segundo grau e ensino superior.


Partidas de Futebol

Entre os moradores, eram comuns as partidas de futebol. O campo ficava onde atualmente se encontra a praça da igreja matriz. Ali havia um enorme pé de guanandi que servia de arquibancada. O time local enfrentava o de Guaratuba. Muitas vezes, o jogo durava meia hora e o resto se perdia em brigas e discussões.

Os jogos eram famosos pelas histórias, uma das mais conhecidas é do caboclo no Guanandi. Dada vez, um senhor subiu alto na ‘arquibancada’ para ver melhor a partida. Como de costume levou o cachimbo e o tição de brasa para pitar durante o jogo. Estava ele cuidado do fogo do cachimbo quando foi atingido no peito por uma bolada, tal foi a força da batida que o senhor caiu da árvore. O curioso é que o jogo não foi interrompido por causa da queda, mas sim pela discussão de quem fora a culpa pela queda.

Outro conto é o da bola de pedra. Conta-se que alguém deixou uma bola feita de pedra no meio do campo para ver quantos acertariam o chute. Detalhe: naquela época, os jogadores não usavam chuteira (era o dedão na bola, mesmo). O número não se sabe ao certo, mas, na semana seguinte viram-se inúmeras pessoas velhas e novas mancando com o pé enfaixado.

Fonte: Matinhos: Homem e Terra. Autor: João José Bigarella

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